Com missão de reestruturar MDB baiano, novo presidente mira 2020

Apesar de dizer que é cedo para falar a respeito do pleito, o novo presidente da sigla baiana, Alexsandro Freitas, mantém as primeiras conversas a respeito do tema. Prova disso foi o encontro com o prefeito ACM Neto (DEM), anteontem.

“Foi uma visita de cortesia que fiz a ele. Não foi nada demais. A finalidade foi essa. Não teve nenhum assunto sobre eleição, até porque está longe. É claro que nesse tipo de encontro a gente fala sobre política, não tem como não falar. Falei sobre a minha expectativa a frente do partido, planos. Quero dar uma cara nova o partido, recompor. Coloquei para ele a situação do vereador Felipe Lucas, que virou secretário. Somos parceiros do prefeito e sempre participamos do governo”, afirma Freitas. “Ficou muito claro que ele quer o partido junto com ele. E a gente está com ele. Não tem porque o partido estar separado”.

O MDB baiano ficou de fora da coligação da chapa majoritária do DEM, encabeçada por José Ronaldo, no último pleito ao governo estadual. A relação entre as duas siglas azedou quando ACM Neto desistiu da candidatura. Os emedebistas lançaram João Santana como candidato em uma chapa independente, coligada apenas com o DC. Questionado se a sigla deve caminhar na base do candidato de Neto no próximo pleito, Freitas afirma: “É lógico, provavelmente. Tem dois anos de eleição. Não vou dizer para você que não é uma tendência, porque é. Mas muita coisa pode acontecer”.

Questionado sobre a participação do MDB no segundo escalão da Prefeitura de Salvador, o presidente do MDB baiano afirma que isso nunca foi tratado. “A gente nunca tratou. Eu, Alexsandro, nunca tratei desse assunto de cargos. Até porque acho que não cabe a mim pedir, mesmo sendo dirigente de partido. Entendo que esse tipo de coisa tem que partir dele, porque acho que não cabe barganha política. Se ele entender que o partido pode colaborar com quadros técnicos, ótimo”.

Alexsandro Freitas também revela como pretende gerenciar o MDB daqui para a frente. “Sou muito direto. Não sei fazer jogo político, sou transparente. Eu sou muito voltado para fazer o trabalho. Estou fazendo um trabalho em princípio técnico, para reestruturar o partido, para depois fazer a parte política. Prezo muito pela transparência. Até porque não cabem mais algumas situações em política. Há um desgaste político no país inteiro. Então, acho que hoje em dia, nos moldes atuais, você tem que ser totalmente transparente, se estabelecer por transparência e não por troca-troca.”

Indagado sobre os processos que os irmãos Geddel e Lúcio Vieira Lima respondem na Justiça, Freitas se esquiva. “Eles são meus amigos. Não sou o tipo de pessoa que fica falando, já que eles estão passando por um problema e vão responder. Eles estão afastados do partido e não tem problemas com eles. Os irmãos foram presidentes e são membros natos do partido. Estou fazendo o meu trabalho de gestão. Vou passar, outras pessoas já passaram e o partido fica. A renovação acontece de forma natural em qualquer lugar. O meu papel hoje é reestruturar o partido, voltar a conversar com os vereadores e prefeitos de interior. Vamos nos estruturar para a eleição que vem. E eu, apesar da minha discrição, transito muito bem no partido”.

FONTE: matéria publicada no Tribuna da Bahia no dia 13/02/2019 –  https://www.trbn.com.br/materia/I15087/com-missao-de-reestruturar-mdb-baiano-novo-presidente-mira-2020

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